Professora do PPGCOM analisa como os meios de comunicação afetam a experiência da dor em tempos de pandemia

Texto: Sarah Dantas

Além dos sintomas físicos, a COVID-19 vem proporcionando uma onda de instabilidades no meio social. O ambiente tecnológico e digital corrobora para que a dor, tanto física como emocional, seja sentida de forma não só individual, como coletiva, ativando o imaginário social dos indivíduos. É nesse caminho que o projeto “Meios de Comunicação e imaginário tecnocientífico: as reconfigurações da saúde na pós-modernidade”, da Professora Doutora Denise Ayres, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Maranhão, campus Imperatriz, se propõe a analisar as reconfigurações da saúde na pós-modernidade, a partir da ação dos meios de comunicação.

Em linhas gerais, a docente procura estudar como o ambiente on-line contribui para novas formas de se sentir saudável em uma sociedade carregada por patologias, interferindo diretamente nas crenças e práticas sociais, não só em tempos de COVID-19. Desde há algum tempo, principalmente, quando o acesso à internet se tornou mais facilitado, as experiências em relação à saúde têm se tornado, cada vez mais, fonte de preocupação social, reconfiguradas pelos meios tecnológicos e digitais de comunicação.

Alguns resultados desse estudo serão publicados em um capítulo do livro “Internet e saúde no Brasil: desafios e tendências”, intitulado como “A saúde na rede social: um estudo exploratório da fanpage “Melhor com saúde”. O livro já foi editado no ano de 2019 nos Estados Unidos e sairá este ano no Brasil.

Dentro desse projeto, há também um estudo voltado somente para a compreensão da doença do novo agente do coronavírus nos dias atuais. Com o título“O imaginário da dor na pandemia de COVID-19,” Denise Ayres, em parceria com a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense, Professora Doutora Renata Rezende, se propõem a entender como os meios de comunicação reconfiguram e constroem a experiência da dor na pandemia da COVID-19.

Além desses estudos, a professora orienta dois projetos de dissertação no programa: o primeiro é o da discente Letícia Feitosa Barreto, que estuda “O imaginário da dor na fanpage do medicamento Dorflex”;e o segundo é de Isabel Maria Lima Sousa que deseja estudar “A COVID-19 e o negativismo indígena: uma análise da plataforma digital Quarentena Indígena”. Além das mestrandas, a docente orienta ainda a aluna do curso de Especialização em Assessoria de Comunicação Empresarial e Institucional da UFMA – Imperatriz, Pollyana Galvão Costa, com a pesquisa “Comunicação pública em tempos de pandemia: análise da página da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) no Instagram”.

Sobre as atividades desenvolvidas pela docente, destaca-se a coordenação do Grupo de Pesquisa Imaginarium – Comunicação, Cultura, Imaginário e Sociedade da Universidade Federal do Maranhão, e a participação no Grupo de Pesquisa Multis – Núcleo de Estudos e Experimentações do Audiovisual no Contexto Multimídia da Universidade Federal Fluminense. Neste ano, a professora participou do I Seminário Interprogramas em Comunicação do Norte e Nordeste, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e está participando, também, do XIV Simpósio da Região Tocantina, promovido pelo Curso de Comunicação Social/Jornalismo, da UFMA – Imperatriz, ministrando o curso “Elaboração de Projetos de TCC” e mediando a mesa: “Jornalismo e ciência em tempos de negacionismo”.

Além desses eventos, Ayres pretende participar, juntamente com sua orientanda e mestranda do PPGCOM, Letícia Barreto, do Alaic, evento internacional integrado e oferecido pela AssociaçãoLatinoAmericana de Investigadores em Comunicação.

Em relação à continuação dos estudos e atividades voltadas para o âmbito acadêmico, a professora destaca que “é importante continuar as pesquisas, mesmo em época de pandemia, para que possamos compreender o que está acontecendo e atuar sobre a realidade social. Vivemos tempos muito conturbados em nosso país e precisamos valorizar o papel da ciência e do jornalismo. Estou iniciando uma pesquisa sobre o imaginário da dor em tempos de pandemia que pretende observar como os meios de comunicação constroem os sentidos sobre a dor relacionada ao COVID. Observamos como os internautas discutem a questão sem qualquer conhecimento sobre o assunto, procurando reiterar seus posicionamentos políticos. Compreender esse cenário é fundamental porque a opinião pública acaba sendo moldada pela ação da internet”.Analisa a pesquisadora.

Quer saber mais sobre os estudos da professora Denise Ayres? Acesse seu perfil no lattes e fique por dentro dos resultados das pesquisas: http://lattes.cnpq.br/1713600548135321

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