ECO-PÓS

Qualis: B1

Dossiê/Tema: Etnografias da mídia e do digital

Prazo: 22 de agosto de 2022

Titulação: Todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Os estudos sobre a mídia têm uma longa tradição na América Latina e uma vasta produção no campo da comunicação. Nas últimas décadas o interesse pelos meios de comunicação e pelo universo digital a partir de outras áreas de pesquisa se expandiu, incluindo a antropologia. No entanto, ainda são escassas as investigações que focam na perspectiva dos atores – como a etnografia propõe -, seja ela sobre a produção e suas rotinas ou sobre as audiências na vida cotidiana. Por outro lado, a emergência, a proliferação e a presença constante das mídias digitais no cotidiano trouxeram outras questões que colocam novos desafios para a pesquisa etnográfica. Se no início dos estudos sobre a Internet era recorrente a distinção entre o “virtual” e o “real”, essa separação foi se desfazendo e as perguntas sobre o que as pessoas de fato fazem com e nas mídias sociais emergiram e também levantaram novas questões sobre o “estar lá” da etnografia. Ela oferece formas distintas de estudar os meios de comunicação e entender as experiências e as relações dos indivíduos com a mídia na era digital. Sabemos que as práticas midiáticas estão profundamente enraizadas no tecido social e na vida cotidiana. Nesse contexto, o debate sobre as contribuições que a etnografia pode trazer para os estudos das mídias de comunicação e das redes sociais é muito relevante. Embora os meios tecnológicos e suas infraestruturas tenham alcance global, é necessário compreender os consumidores ou usuários através do filtro da experiência local. Para este número da Revista Eco-Pós são bem-vindos artigos, resenhas e entrevistas que explorem os principais debates em torno da etnografia da mídia e do digital. A partir de uma perspectiva etnográfica como recurso teórico-metodológico, interessam os trabalhos que analisem as mídias em seu aspecto relacional, que considerem os pontos de vista e a lógica dos atores sociais nela envolvidos e também artigos que reflitam sobre o conceito de etnografia e o fazer etnográfico. Portanto, a proposta deste dossiê é reunir artigos que discutam as relações entre a antropologia e a comunicação se detendo nas especificidades de cada uma das áreas, assim como etnografias que problematizem ou não a presença do pesquisador no campo comunicacional e os seus modos de “estar lá”.

Assim, a proposta deste dossiê é receber artigos que abordem os seguintes temas:

Mais informações: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/announcement/view/333


Culturas Midiáticas

Qualis: B2/B4 (Provisório)

Dossiê/Tema: Desinformação

Prazo: 15 de agosto de 2022

Titulação: todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Os novos circuitos de consumo de notícias e trocas informativas que têm se estabelecido e consolidado pelo amplo uso de plataformas digitais e aplicativos de mensageria privada têm se mostrado um desafio sem precedentes para quem trabalha e pesquisa a comunicação. Reconhecidos seus potenciais para ampliação de vozes silenciadas e aumento da diversidade de representações de posições na discussão pública, a disseminação de informações por fora dos meios de comunicação tradicionais também trouxe como efeitos a ampliação da crise de credibilidade desses media e dos atores institucionais, que são recorrentemente contraditos, questionados e desconsiderados, gerando um cenário de incerteza perene em relação à veracidade dos fatos e dos conteúdos compartilhados a todo instante. Circulam posições distintas, contraditórias, falaciosas e pautadas em apelos emocionais e julgamentos individuais a respeito de qualquer temática, em estruturas linguísticas que forçam a semelhança com os repertórios e a autoridade de especialistas e cientistas, tornando o debate público ainda mais hostil, fragmentado e caótico. Testemunhos e vivências pessoais se sobressaem em relação a fatos e evidências na tomada de decisões, que tomam o senso comum, o amadorismo ou o achismo como fiel da balança sobre a evidência científica e os acontecimentos públicos, por exemplo, ancorando-se na compreensão da liberdade de expressão como direito absoluto para se resguardar de questionamentos e responsabilização. A ascensão ao poder de líderes populistas e de movimentos da direita radical e, mais recentemente, os movimentos negacionistas e antivacina ao redor do mundo, evidenciam os riscos do crescimento deste cenário de desordem informacional que se instaura no cotidiano.

O dossiê convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem artigos inéditos que abordem os seguintes temas:

• Os usos das infraestruturas e das affordances das plataformas digitais em campanhas de desinformação
• Desinformação, fake news e crise de credibilidade das instituições democráticas
• Desinformação e estratégias discursivas
• Jornalismo, fact-checking e experiências de ações corretivas
• Estratégias para a comunicação pública em tempos de desinformação
• Políticas de comunicação e plataformas digitais: modelos de regulação
• Uso da desinformação para polarização política e para circulação de teorias da conspiração
• Letramento midiático e competência informacional para o combate à desinformação

Mais informações: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/cm/announcement/view/735


Teoria & Pesquisa

Qualis: B2/A3 (Provisório)

Dossiê/Tema: Um novo normal? Forças Armadas e Política no Brasil

Prazo: 15 de agosto de 2022

Titulação: Todas as titulações

Ementa: Este dossiê visa reunir reflexões em torno das relações entre Forças Armadas e política no Brasil. O estudo destas relações está inserido dentro das abordagens clássicas e contemporâneas das teorias das relações civis-militares, com contribuições de diferentes campos científicos como a ciência política, a sociologia, a antropologia e a história. O objeto central destas formulações é o controle civil sobre as Forças Armadas, que asseguraria, em tese, a obediência dos militares às decisões tomadas pela liderança política civil, guardando estrita neutralidade política enquanto Instituição. No caso brasileiro, contudo, os militares estiveram profundamente envolvidos em quase toda a história política, notadamente em eventos como a Proclamação da República, a Era Vargas e o estabelecimento de uma ditadura de natureza castrense em 1964. Serão bem acolhidos trabalhos que tratem das relações civis-militares, se debruçando sobre como construir o controle civil a partir de suas diversas perspectivas teóricas, objetos, análises históricas e abordagens metodológicas. Estimulam-se formulações sobre a profissionalização e educação militar, instituições civis e militares, organização castrense, políticas de defesa, justiça e processos de transição, cultura política militar, padrões eleitorais entre militares e outros tópicos que ressaltem as interações entre o mundo militar e o mundo civil-político.

Mais informações: https://www.teoriaepesquisa.ufscar.br


Radiofonias

Qualis: B4/ A4 (Provisório)

Dossiê/Tema: Radiojornalismo e Cobertura Eleitoral

Prazo: 20 de agosto

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Reflexões, estudos de caso e/ou decorram de projetos de pesquisa envolvendo questões como:

Mais informações: periodicos.ufop.br


Líbero

Qualis: B2/A4 (Provisório)

Dossiê/Tema: Comunicação em contextos de guerras, conflitos e crises

Prazo: 23 de agosto de 2022

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Os desafios da comunicação em tempos de grandes conflitos políticos e guerras em quase todo o planeta, como o atual, se projetam com grandes proporções, tendo em vista que, hoje, a comunicação – antes condição central na vida da maioria das sociedades – se tornou ubíqua. A vida nas plataformas digitais nos induz a uma condição de bios virtual (Sodré, 2002), que, do ponto de vista da fenomenologia, se manifesta como um novo modo de existir (Heidegger, 2015). Nas crises, nas guerras e nos conflitos do presente, assim como no passado, a comunicação – como porta-voz da informação, mas também como lugar em que se estabelecem as afetividades e se efetivam as possibilidades para o diálogo e os entendimentos possíveis – se apresenta como um lócus permeado de desafios, como a desinformação que hoje se encontra potencializada. É diante dos desafios comunicativos, em suas diversas dimensões, que propomos aos pesquisadores submeterem contribuições capazes de iluminar os fenômenos que nos envolvem no presente-passado e no presente-presente, com vistas a olhar as expectativas que podem surgir.

Mais informações: seer.casperlibero.edu.br


Ciencias Humanas – RCH

Qualis: B4/B2 (Provisório)

Dossiê/Tema: Mudanças climáticas e engajamento digital: tendências, hábitos e dinâmicas nas plataformas digitais

Prazo: 30 de agosto de 2022

Titulação: Todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Ementa: No entanto, o objetivo deste número é focar especificamente a relação entre a questão das mudanças climáticas e as teorias da conspiração, as estratégias de negação e as fake news, bem como seus impactos na opinião pública e nos processos de engajamento – envolvimento, interação, intimidade e influência (Siqueira e Bronsztein, 2015) – de consumidores de informação em redes digitais. Além disso, pretende-se uma abordagem realista e empírica de experiências, exemplos de como as redes sociais digitais se envolvem com as sociedades sobre a temática do meio ambiente e como a desinformação, premeditada ou não, influencia posicionamentos sobre a questão das mudanças climáticas: será possível identificar influências das Fake news nos níveis de negação climática? Isso deve-se à dinâmica do funcionamento da informação nas redes digitais? Como combater a desinformação sobre questões ambientais? Quais são as principais fontes de desinformação nesse sentido?

Tomando este contexto como inspiração, os editores pretendem acolher todos os artigos que se debruçam sobre o seguinte conjunto de tópicos, não excluindo outros também adequados:

Mais informações: www.rchunitau.com.br


Revista de Estudos Universitários

Qualis: B4/B2 (Provisório)

Dossiê/Tema: Ludicidade

Prazo: 30 de agosto de 2022

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Ludicidade, tal tema é pertinente, uma vez que sob a perspectiva da comunicação, a relação entre comunicação e ludicidade suscita ainda novas investigações. Importantes autores da área de comunicação, sob diferentes perspectivas, já se debruçaram sobre o tema: para Marshall McLuhan, os jogos jogados em determinado contexto geográfico e histórico são importantes diagnósticos dos valores ali celebrados; para Walter Benjamin, os brinquedos estão entre os principais meios de transmissão intergeracional de uma determinada cultura; para Gregory Bateson, é o jogo que inaugura a metacomunicação, ao fundir e transcender as linguagens conotativa e denotativa. A esses, somam-se Vilém Flusser, Iuri Lotman, Janet Murray, Henry Jenkins, Pierre Lévy e Guy Debord, para citar apenas alguns dos nomes que fazem desta uma interlocução fértil.

É nesse contexto que o presente dossiê convida à reflexão sobre tal relação, com foco em distintas interfaces entre a comunicação e game studies, tema emergente do conhecimento. Invita, além do olhar comunicacional aos jogos, tanto analógicos quanto digitais, a discussões sobre filmes interativos, game shows televisivos, coberturas midiáticas de eventos esportivos (assim como eSports), ficções hipertextuais, ludopolítica(s), literaturas ergódicas, entre outros. Também considera o uso de elementos de jogos para atividades que não são jogos, prática costumeiramente nomeada gamificação. Em suma, celebra a noção de que “a jogabilidade (gameplay) em si é uma forma de comunicação social”, tal como preconizam Katie Salen e Eric Zimmerman, assim como discussões acerca de fenômenos comunicacionais pautados pela imersão, pela interatividade, pela agência ou pela participação.

Em consonância com o foco e o escopo da REU, serão aceitos artigos de diversas áreas do conhecimento sobre o tema “ludicidade”, celebrando o olhar interdisciplinar que o próprio tema evoca, bem como artigos com temas livres.

Mais informações: periodicos.uniso.br/reu


Esferas

Qualis: B2/B1 (Provisório)

Dossiê/Tema: Comunicação e estudos biográficos

Prazo: 31 de agosto de 2022

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: A Comunicação é uma das áreas que podem oferecer grande contribuição aos estudos das biografias e autobiografias. Seus pontos de contato com outras áreas, sua complexidade, proximidade com outros discursos e articulações narrativas lhe dão essa condição privilegiada. Neste sentido, essa chamada visa congregar os profissionais da Comunicação e de outras áreas que pesquisam (auto)biografias, memórias, histórias de vida, perfis biográficos, e visa ampliar o diálogo com especialistas nacionais e internacionais; desenvolver a interdisciplinaridade no campo comunicacional; estimular a divulgação e a informação sobre a pesquisa (auto)biográfica na área de Comunicação; promover a crítica e o pluralismo teórico e metodológico em suas diferentes produções. Além disso, nos interessam as seguintes abordagens:

Mais informações: portalrevistas.ucb.br


Dispositiva

Qualis: B4/B2 (Provisório)

Dossiê/Tema: Comunicação Organizacional, Pandemia e Emergências Remotas

Prazo: 15 de setembro de 2022

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: O dossiê convida pesquisadores a explorarem criticamente aspectos desse cenário de tensionamentos nas práticas de comunicação organizacional. Algumas temáticas de interesse:

Mais informações: periodicos.pucminas.br/index.php/dispositiva


Cambiassu: Estudos em Comunicação 

Qualis: B4/B2 (Provisório)

Prazo: 19 de setembro de 2022

Titulação: mestrandos(as) em coautoria com doutor(a)

Ementa: Pesquisas e estudos na área de interesse – Comunicação Social – e  trabalhos inéditos com foco em questões relacionadas ao campo da Comunicação e seus mecanismos de produção, circulação e consumo.

Mais informações: periodicoseletronicos.ufma.br/cambiassu


Sur le journalisme – About journalism – Sobre jornalismo

Qualis: B5/A3 (Provisório)

Dossiê/Tema: A diversidade das notícias internacionais em perspectiva : da internacionalização dos fluxos de informação à plataformização do jornalismo

Prazo: 30 de setembro de 2022

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Este número especial visa abordar a plataformização do jornalismo e seus múltiplos desafios em termos de diversidade da informação, remetendo ao estado da economia da mídia e da circulação internacional da informação. Além disso, busca-se questionar como esses fenômenos prolongam ou modificam os resultados das tradicionais
pesquisas críticas dos estudos da mídia e da comunicação.

Mais informações: surlejournalisme.com


Âncora – Revista Latino-Americana de Jornalismo

Qualis: B4/B1 (Provisório)

Dossiê/Tema: Governança da internet, o papel do jornalismo e as mídias sociais: entre vigilância, controvérsias e resistências

Prazo: 20 de novembro de 2022

Titulação: mestrandos(as) em coautoria com doutor(a)

Ementa: Sugerem-se a seguir alguns temas, sem excluir outras propostas:

Mais informações: periodicos.ufpb.br


Esferas

Qualis: B2/B1 (Provisório)

Dossiê/Tema: Comunicação, Gêneros e Sexualidades

Prazo: 21 de dezembro de 2022

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Ementa: Pesquisas que abordem: A apreensão dos estudos sobre os gêneros e as sexualidades em interlocução com o pensamento comunicacional, evidenciando os trânsitos, as tensões e as contribuições; Os aspectos epistemológicos, teóricos-conceituais e metodológicos;  As reflexões sobre gêneros e sexualidades nos produtos e nos processos comunicacionais em suas dimensões históricas, políticas, éticas, estéticas, culturais, subjetivas, identitárias, trans-identitárias, pós-identitárias, interseccionais, de mobilização social, de violências, dentre outros; Narrativas literárias, audiovisuais e performances midiáticas que rompem ou tencionam questões de gênero e sexualidade; As investigações sobre processos de visibilização e de invisibilização de corpos, de identidades e de sexualidades, em interface com marcadores étnico-raciais, geracionais e de classe, bem como os modos de resistência aos mesmos; As vulnerabilidades e precariedades, a partir dos marcadores sociais da diferença e da hierarquização entre as pessoas, tendo em vista as questões de gênero e de sexualidade; As disputas em torno das representações, e dos modos possíveis e interditados de representação, da comunidade LGBTQIA+, das feminilidades, das transfeminilidades, das masculinidades e das transmasculinidades.

Mais informações: portalrevistas.ucb.br

 

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