Amor pelo rádio guiou as escolhas profissionais da pesquisadora Izani Mustafá

Texto: Sammyla Maciel

 

Jornalista pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS), mestre em História do Tempo Presente (UDESC) e doutora em Comunicação Social (PUCRS), Izani Mustafá tem uma grande paixão por rádio, o que se reverberou numa vasta trajetória acadêmica e profissional relacionada a esse meio de comunicação.

“Cresci numa casa onde meu pai e minha mãe ouviam rádio. Noticiários, radionovelas e programas de auditório e entretenimento. E o gosto veio desse hábito familiar. Ainda adolescente, costumava ouvir as rádios do Rio de Janeiro de madrugada”, diz ela. A trajetória pessoal e profissional de Izani Mustafá a levaram, de forma muito natural, a pesquisar questões ligadas ao tema rádio. Entretanto, foi durante o mestrado que começou a estudar profundamente o radiojornalismo quando integrou o Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora e o GT História da Mídia Sonora, ambos da Intercom.

Atualmente, Izani Mustfá é professora do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e do PPGCom da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), mas antes da docência trabalhou em agências de comunicação e atuou como repórter e produtora de impressos e rádio. Foi, também, assessora parlamentar e de comunicação. No entanto, foi em 2002 que a trajetória como docente e pesquisadora iniciou ao surgir o convite para dar aula de rádio. “Foi na faculdade de Jornalismo do Ielusc, em sala de aula e vendo meus colegas fazendo mestrado e doutorado, que eu decidi voltar a estudar e fiz o mestrado e depois o doutorado tendo como meu objeto de estudo o rádio” conta.

 

Pesquisas relevantes

A professora e pesquisadora Izani Mustafá destaca a relevância de todas suas pesquisas, mas evidencia três: o estudo comparado “O uso político do rádio pelos ditadores Getúlio Vargas (Brasil) e António de Oliveira Salazar (Portugal) no período e 1930 – 1945”, tema de sua tese que tem pretensão de se tornar um livro em 2021;

O mapeamento das rádios do Maranhão e as relações e poder existentes que reúne investigadores como Nayane de Brito e os integrantes do GP Rádio e Política no Maranhão (GPRM) que têm produzido artigos relacionados;

E a cartografia sobre as rádios universitárias no Brasil, que está em andamento e vem sendo revisada e ampliada com o pesquisador Marcelo Kischinhevsky, antigo colega do Laboratório de Áudio da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/UERJ), onde trabalhou como coordenadora e participou de vários projetos e pesquisas que têm continuidade até hoje.

 

Grupos de pesquisa e projetos de extensão

            Além de atuar como docente na UFMA, a professora Izani Mustafá coordena o Grupo de Pesquisa RPM, que pesquisa, atualmente, as relações de poder estabelecidas e a influência na programação (1941-2018) nas rádios maranhenses. “O objetivo é ampliar e aprofundar os estudos sobre o rádio no Maranhão, observando vários aspectos políticos, da economia política e da história com a hipótese de que muitas continuam sendo usadas para fins políticos” explica.

Na graduação, a professora trabalha na implantação do projeto de extensão que organiza a WEB Rádio UFMA ITZ. Já existe uma página criada pelo Prof. Dr. Lucas Reino, alimentada com as produções de rádio desde 2018, resultados das disciplinas de Radiojornalismo, dos projetos de TCC e dos estágios.

A pesquisadora também integra o GP Interações e Mediações Radiofônicas da UERJ/UFRJ, que investiga as mediações socioculturais, políticas e econômicas que incidem sobre a radiofonia; também continua fazendo parte do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom e do GT História da Mídia Sonora da Alcar, do qual é coordenadora, e da Associação das Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA).

 

A importância da pesquisa

            Sempre envolvida na ciência, Izani Mustafá destaca que a pesquisa é uma das maneiras mais interessantes de manutenção do aprendizado, uma vez que o estudo exige disciplina, organização e muita dedicação. Para ela, é importante quando os resultados obtidos podem ser compartilhados além da academia, pois a pesquisa traz reflexões a respeito dos aspectos sociais. “A pesquisa é relevante, porque contribui para que a sociedade conheça e compreenda, por exemplo, como a comunicação e os meios de comunicação podem influenciar o dia a dia e os diferentes contextos sociais, políticos e econômicos contemporâneos ou que fazem parte da nossa história” encerra.

 

Izani Mustafá

Professora da graduação e do Programa de Pós-graduação (PPGCom) da UFMA, campus Imperatriz.

Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/9088752631596667

E-mail: izani.mustafa@gmail.com

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