A atuação dos fotojornalistas maranhenses é tema de dissertação desenvolvida no PPGCOM

Fotografar é registrar momentos em imagens. No jornalismo, esse clique vai além do mero registro e serve para documentar os fatos e a história. O fotojornalista, profissional responsável por esta função, tem o papel de enxergar e registrar o que o leitor, na maioria das vezes não pode ver, ou seja, representa os olhos de quem não pode estar em determinado local no qual o fato ocorreu. Dessa forma, a fotografia é o que impacta a informação, é o que comprova o que foi dito em palavras.

Desde sua origem, a fotografia tem passado por constantes reconfigurações e, essas mudanças, ao mesmo tempo que facilitam o exercício da função, exigem do profissional um esforço para se adaptar à rotina apresentada. Assim, com o intuito de compreender a fundo sobre a atuação dos profissionais fotojornalistas no contexto regional,é que a aluna do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMA, Rosana Barros, está desenvolvendo a dissertação de mestrado. O objetivo da pesquisa é entender a carreira dos fotojornalistas maranhenses, observando como funciona o exercício da profissão, a rotina de trabalho e como estes profissionais construíram a trajetória ao longo dos anos.

A relação de Rosana com a fotografia é longa e já rendeu muitos frutos. Premiada em eventos de jornalismo e concursos fotográficos promovidos pela Prefeitura de Imperatriz, a mestranda conta que o interesse por estudar o assunto surgiu ainda durante a graduação e foi o ponto de intersecção para conseguir conciliar os dois cursos superiores que estava concluindo no mesmo período. “Eu tinha que fazer duas monografias em pouco tempo e encontrei a fotografia como objeto de estudo que dava certo tanto com o Jornalismo, quanto com a História. Graças ao interesse pela fotografia, consegui passar no concurso da UFMA e para mim foi uma alegria quando minha orientadora, Thaisa Bueno, concordou que eu continuasse nesse caminho”.

Rosana Barros pesquisa a atuação do fotojornalista no Maranhão (Créditos: Divulgação).

 

Jornalista, historiadora e técnica multimídia da UFMA, Rosana fala sobre trajetória acadêmica e o interesse pelo mestrado. “Depois de um ano que conclui o curso de Jornalismo, fui chamada para o concurso de técnica da UFMA. Inicialmente comecei trabalhando em São Luís na TV UFMA e depois de três anos consegui a transferência para Imperatriz. Diferente da dinâmica da TV, aqui em Imperatriz, senti falta de um conhecimento mais acadêmico para auxiliar os alunos”, comenta.

Além da especialização para compreender o funcionamento das aulas e as demandas dos alunos e a prática da docência, o estímulo pela pesquisa científica deve-se, em grande parte, pelo convívio diário de Rosana com os professores, que também são colegas de trabalho. “Os professores foram grandes incentivadores para que eu fizesse a seleção. Além do mais, a sala do mestrado é coladinha com a sala do laboratório de rádio em que eu trabalho e sempre ficava observando a movimentação dos alunos e das aulas”, destaca.

Para finalizar, a mestranda comenta sobre os desafios e a experiência de estar na pós-graduação. “Cursar o mestrado é uma superação, ainda mais tendo que ser feito remotamente por conta da pandemia e percebo essa superação tanto dos meus colegas, quanto dos professores”, diz. Rosana fala também sobre as discussões em sala de aula, a troca de experiências entre professores e alunos e a vivência da pesquisa em Comunicação. “As disciplinas são ótimas e nos fazem refletir em como a comunicação realizada de forma responsável é indispensável para a sociedade. É muito bom se perceber como alguém que produz conhecimento científico e que contribui para o fortalecimento da pesquisa na área da comunicação”, finaliza.

Por Frida Medeiros

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